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Maura Charlotte Vilela
mvilela@jornaldacomunidade.com.br Redação Comunidade VIP
Às 9h da manhã, Danielle Moreira já está na ativa. Presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) e advogada empresarial, ela administra as horas da melhor maneira possível sem se atropelar, pois sabe que, dificilmente, conseguirá concluir seu dia antes das 23h. “É por isso que levo meus filhos diariamente ao colégio. Dessa forma, começamos bem os nossos dias”, relata a mãe de três garotos. Aliás, quatro! Casada há quase 13 anos com o empresário Guilherme Aviz de Brito Fernandes, ela diz: “aqui em casa são dois meus, um do Guilherme e um nosso. Mas, no final das contas, somos apenas uma família que valoriza todas as oportunidades que tem de estar unida”, ensina.
Única mulher da casa, ela admite que mais é paparicada que paparica. Dona de um senso prático absoluto, costuma dizer que Deus sabia exatamente o que fazia ao lhe dar filhos homens. “Adoro minhas sobrinhas e, de vez em quando, “roubo-as” dos meus irmãos e as trago para minha casa. Mas, quer saber? No dia-a-dia, acho que iria enlouquecer. Não sei se é porque já me acostumei, mas é mais tranquilo criar homens. Talvez, porque eu tenha uma mente mais objetiva, seja mais “pa-pum”, goste das coisas preto no branco... Minha mãe diz, inclusive, que eu daria uma excelente generala”, diverte-se.
Brincadeiras à parte, ela esclarece que só “manda” nos filhos enquanto eles ainda são jovens e precisam de disciplina. Já para o sucesso da relação amorosa, sua receita é outra: “independência em primeiro lugar. Individualidade é vital! No meu relacionamento com o Guilherme não cabe pegar no pé. Felicidade em prisão não existe!”, salienta. Ela afirma que incentiva o marido a realizar os seus projetos e fica feliz da vida por poder contar com sua compreensão. “Sou uma mulher que, por conta do trabalho, passa muito tempo fora de casa. O Guilherme não só não me culpa como é um superpai. Ele me dá tranquilidade. No mais, alimentamos nosso amor com muito romance, jantares e encontros com os amigos. Não abrimos mão da nossa vida em família e em sociedade”, garante.
Uma mulher de muitos negócios
Filha de portugueses que migraram para o Rio de Janeiro e depois vieram para Brasília, ela cresceu na Eldorado, a tradicional livraria trazida para a capital por seus pais, os pioneiros Vitor e Albertina Moreira. E foi nesse ambiente de muita cultura que cresceu. Na juventude, ela foi se interessando pelo negócio da família e não demorou até que também passasse para o lado de lá do balcão. “Por conta desse meu convívio com o comércio desde cedo, acho natural a trajetória que me trouxe até à associação comercial”, relaciona.
Há mais de um ano como presidente da ACDF, conhece bem a associação que a elegeu sua maior representante. Antes de tomar posse, já havia sido diretora plenária, diretora da área cultural e vice-presidente por cinco anos consecutivos. A eleição foi superdisputada e a cobrança é constante. Sua gestão, porém, está à altura das expectativas nela depositadas. Um dos pontos que revela isso é o aumento do número de associados, que basicamente dobrou desde que começou a sua administração.
Sua integração com a associação começou há quase 17 anos, quando foi convidada a compor uma chapa feminina. “Era um época em que o respeito pela mulher no mercado de trabalho experimentava uma grande valorização”, relembra. No entanto, o passar dos anos, em sua opinião, não significa que o “sexo frágil” pode simplesmente aproveitar o lugar ao sol conquistado sob o risco de se queimar. “Não é segredo para ninguém que a mulher é muito mais visada profissionalmente. Com competência e qualificação, impõe respeito aos outros por meio do respeito a si mesma. Postura é fundamental”.
Um dos destaques de sua gestão tem tudo para ser a Feira da Indústria, do Comércio, da Agropecuária, de Serviços e do Turismo (Feicom). “A associação sempre gostou de lançar coisas novas, mas desde que assumi a presidência comecei a insistir na importância de se resgatar projetos antigos e bem-sucedidos, que é o caso da Feicom. E ela vem aí mais forte do que nunca, com a missão de valorizar Brasília”, conta Danielle sobre a feira que movimentará a cidade de 29 de junho a 4 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Segundo ela, o evento multissetorial será dividido em 11 salões temáticos: informática, design e decoração, imobiliário, turismo e lazer, infantil, moda e beleza, gourmet e vinhos, livros, náutica e automóveis, saúde e qualidade de vida e o túnel do tempo Feicom. “Nossa expectativa é gerar cerca de R$ 15 milhões em novos negócios e receber 25 mil visitantes. Vai longe o tempo em que Brasília era uma cidade meramente administrativa. Temos um comércio forte e bem estabelecido não só no Plano Piloto, como em todas as regiões administrativas. A indústria é uma realidade em expansão e o turismo está cada vez mais interessante, com o número crescente de pessoas que vem à cidade exclusivamente para conhecer a capital federal”, comenta.
A aniversariante da noite de réveillon
A data de seu aniversário não é exatamente o sonho de qualquer criança. Nascida em 31 de dezembro, ela sempre viu sua data querida ficar em segundo plano em relação ao réveillon, essa sim uma festa que todo mundo esperava para festejar. “Normalmente, todo mundo estava viajando nessa época. Teve um ano que minha mãe resolveu fazer uma festa. Resultado: apareceram umas três pessoas. Minha mãe ficou meio desorientada”. A reação da pequena Danielle, então com 10 anos, mostrou muito mais do que seu famosos senso prático, mas solidariedade. “O que a gente ia fazer com aquele bolo, aquele tanto de doces e salgadinhos? Comer tudo? Jogar fora? Sugeri a minha mãe que levássemos tudo a uma creche, porque lá, certamente, teria um monte de crianças”, lembra ela, que desde então, sem a rigidez da data, faz sua festa ao lado de outras crianças.
Scarpin, patins ou bota?
Quem vê Danielle sempre muito clássica em suas roupas de trabalho, conduzindo reuniões, na qual, normalmente, é a única mulher, não pode imaginar seus passatempos preferidos. “Nossos finais de semana são voltados para o lazer e o convívio em família. É uma coisa que adoramos fazer”, conta ela, que gosta de patinar ao lado de seus skatistas. “É uma delícia, principalmente, no Eixão Norte, que tem umas rampas bem gostosas de descer. O prazer de patinar é algo que trago desde a adolescência, quando frequentava o roller do Gilberto Salomão com meu pai. No mais, prática esportiva para por aí. Não frequento academia. No máximo, uma caminhadinha com o Guilherme e só”, revela.
Já aos sábados, enquanto os filhos estão voltados para as suas próprias atividades e programas, o casal aproveita para curtir outra paixão em comum: os passeios de moto. “Sei pilotar, mas tirar a carteira estava ficando muito complicado. Sem falar que prefiro ir na garupa, abraçada ao meu marido”, confessa. E a dupla gosta de motociclismo de verdade, bem como manda o figurino, literalmente. O look “selvagem da motocicleta” inclusive já rendeu momentos hilários. Ela relembra que tempos atrás passou uma sexta-feira em reuniões de trabalho. Chegando em casa, não resistiu a um convite do marido para a dobradinha tour de moto e jantarzinho. “Eu lá, toda paramentada com calça, bota e jaqueta de couro e, quando tirei o capacete, me deparei com quase todo mundo que estava na reunião”, ri, ao se lembrar que o grupo demorou um bom tempo para associar a motoqueira à executiva.
Por Danielle Moreira
LUXO: convívio com a família
HOBBIE: passear de moto com o marido e fazer scrapbook
COR: verde
MANIA: não sai de casa sem brincos
PROJETO: estudar história e pintar porcelana
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