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Muitas enfermidades surgem a partir de um quadro emocional instável, caracterizado por sensações como ansiedade, medo, depressão, raiva, baixa autoestima, entre outros. As emoções negativas vivenciadas por um longo período são manifestadas no corpo, que se torna o meio de expressão dos conflitos internos. Naturalmente, a saúde física é abalada. Para equilibrar esse turbilhão emotivo, as essências florais podem funcionar como agentes coadjuvantes nos tratamentos.
Desde 1976, elas tiveram seu uso reconhecido e aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por auxiliarem na limpeza de emoções represadas e acumuladas. Segundo os adeptos, a terapia com florais possibilita ao paciente perceber suas dificuldades com mais clareza e, assim, obter respostas para os seus problemas. “A ideia é tratar a pessoa, e não a doença, ou seja, ir atrás da causa, em vez de agir no efeito”, explica a terapeuta Vilma Davanzo.
Os florais não geram impacto direto no organismo, nem podem ser encarados como substitutos dos tratamentos médicos convencionais, mas servem como suplementos integrativos e complementares. Pessoas com o mesmo problema de saúde podem ser tratadas com essências diferentes, pois cada organismo se adapta a um tipo de floral.
Florais mais utilizados
Os chamados florais de Bach são os mais conhecidos e surgiram entre 1930 e 1936, quando o médico inglês Edward Bach descobriu um sistema sofisticado de cura preparado com plantas silvestres, flores e árvores do campo. Ao todo, são 38 essências.
Além destes, há, por exemplo, os florais Californianos e Australianos; entre os brasileiros, destacam-se os de Saint Germain, os florais de Minas, os florais de Gabriel, o sistema Flores do Vento e os florais da Amazônia. “Todos seguem os mesmos princípios do sistema Floral de Bach”, garante Flavianna Araújo, vice-presidente da Associação dos Terapeutas Florais (Asteflor).
A terapia à base dessas essências serve basicamente como método preventivo, já que beneficia o lado emocional antes que a patologia se materialize no corpo físico. “Quando a doença já está instalada, há outras formas de abordagem que não os florais. Essa técnica não é uma especialidade médica, embora haja médicos recomendando-a em sua conduta clínica”, relata o homeopata e secretário da Asteflor, José Joacir dos Santos.
Apesar de ser bastante requisitado, não há muita disponibilidade desse tipo de tratamento nos hospitais públicos brasileiros. O primeiro estado a regulamentar a terapia floral foi o Rio de Janeiro. Em nível federal, contudo, os florais são definidos oficialmente como complementos alimentares e pertencem à jurisdição do Ministério da Agricultura.
Processo terapêutico
O tratamento é iniciado a partir de uma conversa entre terapeuta e paciente, para que, a partir daí, seja indicada a essência ideal. “A terapia floral parte do pressuposto de que a cura é produzida pela própria vontade da pessoa afetada, isto é: ‘cura-te a ti mesmo’”, conclui José Joacir.
Segundo Flavianna Araújo, depois de descobrir a causa de seu problema e utilizar a essência correta, o paciente resgata o potencial que está oculto, a coragem e a paciência. “Nos casos de trauma, a energia do indivíduo fica bloqueada e, toda vez que ele passa por uma situação semelhante, os sintomas negativos são revividos. Nesse caso, o floral vai ajudar a limpar os registros da experiência ruim”, detalha a terapeuta.
Após seleção e hierarquização dos sintomas, o terapeuta geralmente recomenda a dose de quatro gotas, quatro vezes ao dia (ao despertar, ao deitar e mais duas vezes durante o dia), que podem ser tomadas diretamente na língua ou em um pouco de água, leite ou no que for mais conveniente. Em casos mais graves, pode ser usado a cada 10 minutos.
Segundo os especialistas em florais, não existem contra-indicações ao uso dessa técnica, que pode ser usada juntamente com a medicação alopática, sem interferir em seus efeitos.
Colaborou a estagiária Flávia Anjos
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