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O exagero ou a mistura de diferentes bebidas alcoólicas resultam em forte ressaca no dia posterior. Os sintomas começam no momento em que a concentração de álcool no sangue passa a declinar e, quando acaba, o mal-estar atinge o seu pico. A maior causa da ressaca é a desidratação provocada pelo álcool, um potente diurético que estimula a perda de líquidos, e impede o organismo de liberar um hormônio que retém água. Dores de cabeça, azia, náuseas e vômitos são os sintomas mais comuns.
Um órgão bastante atingido é o estômago, que reage às altas dosagens, e a pessoa é acometida por dores e enjoos. No intestino, a absorção de água e sódio diminui, o que também contribui para a desidratação. Ainda nesse órgão, o consumo crônico de bebidas alcoólicas pode interferir no trabalho das enzimas responsáveis por decompor carboidratos, proteínas e gorduras. O resultado é uma menor absorção de vitaminas, minerais e outras substâncias essenciais.
Tratamento em spa
Alguns centros de estética oferecem procedimentos diferenciados para melhorar os sintomas da ressaca. O Nuwa Spa, por exemplo, dispõe de um programa completo, indicado para desintoxicar e revigorar o organismo. O tratamento é constituído de esfoliação facial e corporal, máscara facial e corporal de fango marinho, banho de imersão com cristais e algas marinhas, drenagem linfática e, no final, uma sessão de chás Detox.
Na esfoliação são retiradas as células mortas superficiais, favorecendo a renovação celular e melhorando o aspecto e a textura da pele. “A máscara com fango marinho elimina as toxinas acumuladas no corpo e fornece os minerais essenciais para uma boa saúde da pele. O banho com cristais – sal grosso e sal do Himalaia – e algas é eficaz para desintoxicação e tonificação. As algas contêm uma elevada quantidade de vitaminas e minerais que aprimoram as funções biológicas do organismo”, explica Larissa Chaves, fisioterapeuta do Nuwa Spa. A drenagem linfática, por sua vez, reduz a retenção hídrica e ajuda na eliminação das impurezas e toxinas acumuladas. Os chás Detox dão um toque final de purificação e relaxamento.
Já para as olheiras, causadas muitas vezes pelas noites mal dormidas, há opções de cremes que ajudam a devolver a vitalidade do rosto e diminuem a aparência de cansaço. “Uma dica é o Défatigant Éclair Contour des Yeux, da Clarins, um microgel descongestionante que elimina olheiras, bolsas palpebrais e olhos inchados, além de hidratar e proteger a pele da região”, recomenda a fisioterapeuta.
Alimentação balanceada
Uma das melhores fórmulas para evitar a ressaca é não misturar diferentes bebidas e fazer uma boa refeição antes da festa. No dia do evento, é preciso preparar o fígado. Afinal, trata-se do órgão responsável pela desintoxicação. “Antes de beber, é preciso fazer refeições leves, sem frituras ou excesso de gorduras. Consuma boa quantidade de frutas e verduras, pois são ricas em antioxidantes e deixam o corpo fortalecido para os excessos. Alguns alimentos e, principalmente, uma boa hidratação antes, durante e após a festa, são de grande importância para amenizar e até mesmo evitar os efeitos da ressaca”, esclarece a nutricionista Carina Tafas.
Beba somente com o estômago cheio, pois, assim, o álcool é processado mais lentamente e não causa embriaguez com tanta facilidade. Alimentos como peixe e azeite de oliva extravirgem possuem gordura poli-insaturada, que ajuda a proteger o fígado e é indicada por especialistas para consumo antes da bebida alcoólica.
Durante a festa, intercale uma dose de bebida alcoólica com água mineral ou suco. “Alguns estudos mostram que produtos que possuem em sua composição principalmente água e álcool, tais como vodca e gim, produzem menos ressaca”, relata a nutricionista. A água de coco, rica em potássio, é considerada um isotônico natural que compensa as perdas de sais minerais causadas pelo suor, diarreia e vômitos, três sintomas comuns da ressaca. “Algumas ervas ajudam a minimizar o desconforto hepático, acelerando o processo de desintoxicação do álcool. Chás de dente-de-leão, salsaparrilha, erva-picão, macela e erva-cidreira são excelentes desintoxicantes”, recomenda.
Após o evento, consuma alimentos leves, como frutas, verduras e legumes, que ajudam a repor as vitaminas e minerais perdidos. Os carboidratos, como pães, massas sem gordura e, em alguns casos, até o consumo moderado de doces, resgatam a energia perdida. “As gorduras devem ser deixadas de lado nesses dias, pois podem sobrecarregar o fígado. Evite carne vermelha, queijos amarelos, molhos e frituras em geral”, sugere a nutricionista. Elimine, ainda, os alimentos industrializados, embutidos e enlatados, como salsichas, presunto, biscoitos, entre outros.
De uma maneira geral, a ingestão de bastante líquido é fundamental neste momento, pois ajuda a eliminar o álcool do organismo. Sucos verdes com folhas de couve, salsinha, hortelã e sálvia, por exemplo, são indicados. Frutas vermelhas, gengibre, brócolis, couve-flor, alimentos integrais e proteínas de origem vegetal também ajudam, e muito, a curar a ressaca. “O álcool pode afetar a concentração da glicose no sangue e no cérebro, podendo provocar dores de cabeça. Para isso, o consumo de alimentos repositores são fundamentais”, frisa Carina Tafas. A especialista completa que é importante evitar a cafeína, pois aumenta ainda mais a desidratação.
Evite a automedicação
Todo mundo tem uma receitinha básica para aliviar a ressaca no dia seguinte. O problema é quando se resolve apelar para a automedicação, com remédios para diminuir as dores de cabeça, disfunções no estômago e no fígado. “Ingerir vários medicamentos após a bebida alcoólica causa, além da intoxicação com álcool, uma intoxicação medicamentosa. O consumo de determinados remédios antes da festa também pode exacerbar os efeitos do álcool”, alerta a toxicologista Andrea Amoras, docente da Universidade de Brasília (UnB). “A ressaca depende do grau de intoxicação e da suscetibilidade individual. Portanto, as medidas para melhorar o problema serão no sentido de se tratar os sintomas apresentados. Porém, o básico de todo tratamento inclui hidratação e reposição de glicose”.
Colaborou a estagiária Aline Reis
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